terça-feira, 21 de abril de 2015

LACAN E A CONCEPÇÃO DE INCONSCIENTE DE FREUD

     O inconsciente de Freud não e de modo algum 0 inconsciente romântico da criação imaginante. Não e o lugar das divindades da noite. Sem duvida que isto não deixa totalmente de ter relação com o lugar para onde se volta o olhar de Freud  mas o fato de Jung rele dos termos  do inconsciente romântico, ter sido repudiado por Freud, nos indica bastante que a psicanalise introduz outra coisa. Do mesmo modo, para dizer que o inconsciente tao intrometido, tao heteróclito, que durante toda a sua vida de filosofo solitário Eduardo Von Hartmann elaborou, não e o inconsciente de Freud, também não seria preciso ir muito longe, pois Freud, no sétimo capitulo de A Ciência dos Sonhos, refere-se, ele próprio, a isto, em nota quer dizer que e preciso olhar isso mais de perto para designar o que, em Freud, se distingue. A todos esses inconscientes sempre mais ou menos afiliados a uma vontade obscura considerada como primordial, a algo de antes da consciência.
     O que Freud opõe e a revelação de que, ao nível do inconsciente, ha algo homologo em todos os pontos ao que se passa ao nível do sujeito - isso fala e funciona de modo tao elaborado quanta o do nível consciente, que perde assim o que pare cia seu privilegio. Estou sabendo das resistências que ainda provoca esta simples chamada, no entanto sensível no minima texto de Freud. Leiam, sobre isto, o paragrafo desse sétimo capitulo intitulado Esquecimento nos Sonhos, a propósito de que Freud só faz referencia aos jogos do significante. Nao me contento com essa referencia macica. Eu lhes soletrei, ponto por ponto, o funcionamento do que nos foi produzido primeiro por Freud como fenômeno do inconsciente. No sonho, no ato falho, no chiste o que e que chama atenção primeiro? E o modo de tropeço pelo qual eles aparecem.

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