segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A TRANSITORIEDADE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

   Ao iniciar minhas postagens na transdisciplinaridade que envolve este meu blog de educação, vou me direcionar a educação inclusiva, que vai nos transportar a uma série visualizações sobre este contexto pedagógico.
      A educação de alunos com necessidades educativas especiais que, tradicionalmente se pautava num modelo de atendimento segregado, tem se voltado nas últimas duas décadas para a educação inclusiva. Esse movimento que começou na década de 1990 com grandes conferências internacionais no mundo todo, amplia a participação de crianças com deficiência no sistema regular de ensino e, ganhou força, sobretudo, a partir da segunda metade da década de 1990, com a difusão da Declaração Mundial de Salamanca (UNESCO, 1994), que entre outros pontos, propõe o acesso de crianças e jovens com necessidades educativas especiais às escolas regulares, que a elas devem se adequar.
  Essa mudança de paradigmas pela qual passa a Educação Especial, numa perspectiva inclusiva e o aumento do acesso de alunos com necessidades especiais na educação regular vêm demandando da comunidade educacional, universidade e escolas fomentar ações inovadoras que promovam práticas pedagógicas que atendam as singularidades dos estudantes em diferentes lugares/espaços educativos. Nessa nova realidade, destaca-se a importância da atuação do professor e a dinâmica da sala de aula, representadas pela formação docente, pelo trabalho pedagógico e diferentes possibilidades educativas, desenvolvidas no espaço escolar. Pode-se situar como um dos marcos de avanço na mudança de paradigma, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, adotada por esta Organização em dezembro de 2006, da qual o Brasil é signatário, com status de norma constitucional, sendo reconhecido em nossa Carta Magna Educacional. Em seu artigo 1°, esta Convenção expressa: “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.” Essa conceituação imprime uma mudança de concepção, pois retira da pessoa a deficiência e a remete para o contexto social. 

    Assim a educação inclusiva nos fomenta expectativas porem torna-se necessidade urgente em se programar na fundamentação pedagógica e técnica, afim de alcançar as carências psicológicas e físicas das crianças. 

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